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Liberdade a dois.

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Queremos liberdade, alegria e felicidade. Queremos tudo e agora ‘now’, não podemos esperar, pelo menos é assim que estou enxergando as coisas ao meu redor. Sou conectado, smartphone, internet, aplicativos, amigos, grupos, redes sociais. Em tudo vejo uma busca desesperada pela liberdade. Nunca as citações de auto ajuda proliferaram tanto, evocando felicidade, estar alegre. Nas fotos todos felizes e com largos sorrisos, que bom, assim as minhas amigas dentistas faturam. Pessoas que simplesmente afirmam: ‘Sou feliz’ ou ‘Eu me amo’. Mas você começa conversar e percebe de cara que ela não é tão feliz assim e nem se ama tanto. E agora? Na segunda frase já se entregou, desmoronada. Talvez devesse mudar a frase para ‘Será que sou feliz mesmo?’

Mas vamos ao assunto de hoje, parece fácil, mas envolve tanta coisa: Amor, ciúmes, poligamia, traição, amante, carinho, sexo, novidade e felicidade. Como equacionar tudo isso?

Ela quer namorar, quer ele, mas não quer se sentir sufocada na relação. Quer poder continuar a ter uma vida livre. Acredita que pode ter um amante e ainda conversar com vários outros. Mas não larga nem quer machucar seu namorado. Fica dividida e acaba verificando que não está sufocada no namoro, mas está sufocada e presa a todo o resto.

Ele também quer namorar, mas distingue claramente que as coisas mudaram, só quer ela, abre mão de tudo, mas não entende direito porque as coisas não marcham como ele gostaria que marchassem. Mesmo assim vai levando aos trancos e barrancos. Só sabe do ‘lado A’ dela, não percebe que se souber do ‘lado B’ tudo vai ruir.

A vida continua. E ter liberdade a dois, significa ser confiável, ter responsabilidades e principalmente um propósito que sirva aos dois, sem que ninguém saia arranhado, seja leve e prazeroso. Amor pra dar eles tem bastante.

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